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Após 43 cirurgias, maranhense quer dar a volta do mundo de muletas: ‘Sou capaz’

Depois de 43 cirurgias e quatro anos de vai-e-vém entre hospitais de Natal, São Luis e São Paulo, Luiz Thadeu Nunes e Silva, de 58 anos, se propôs o desafio de sonhar. Em 2003, a imprudência de um motorista de lotação o fez bater de frente com um caminhão e um erro médico tirou a mobilidade de uma perna. Mas o engenheiro “nasceu de novo” — agora, com a necessidade de muletas para andar, o projeto de rodar os 194 países da ONU com elas a tiracolo e o desejo de montar um maquinário que produzisse o equipamento a preço de custo no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

— No total, foram quatro anos entre leitos de hospitais. Tudo por uma irresponsabilidade do motorista, que atendeu o celular ao volante. Eu não tinha segurança nem em atravessar uma rua, tive que me adaptar a andar de muletas. A equipe médica sentou comigo para amputar. Eu que disse que não, porque não estava preparado psicologiamente. Mas hoje já fui a 121 países — contou Silva, que depende do apoio para mover a perna esquerda.

Na noite daquele 11 de julho de 2003, ele já acordou “todo quebrado” após a batida, com fratura exposta do fêmur. Em vez de higienizar o osso, o cirurgião logo colocou platina. Sem o cuidado médico o hospital, o ferimento infeccionou, e Silva precisou de 43 cirurgias para salvar o membro. O tratamento se estendeu até 2008, já em casa, quando recebeu um intercambista que o motivaria a rodar o mundo.

— O canadense desenvolveu o inglês do meu filho, que foi depois fazer intercâmbio na Irlanda. A minha primeira viagem foi para visitá-lo. Quando cheguei lá, ele havia feito um roteiro com oito países. Fiz o giro e falei para mim que sou capaz de rodar o mundo. Eu coloco metas realistas. Primeiro 40 países, depois 80. Em setembro, fui ao 121º, Cuba — relatou o engenheiro agrônomo.

Silva destaca que não é rico. Consegue viajar em função de um “rígido planejamento” e por abdicar de luxos para priorizar as viagens. Aprendeu a pesquisar na internet e se valeu de uma segurança, obtida antes do acidente, dos investimentos em imóveis. Ele destaca que convive com três deficiências: uma adquirida, de locomoção; uma antiga, de não saber falar inglês; e a limitação de dinheiro. “São sonhos profundos para sonhos rasos”, descreve.

Luiz Thadeu quer montar maquinário de muletas Luiz Thadeu quer montar maquinário de muletas Foto: Acervo Pessoal
Hoje, o maranhense presta serviços para uma empresa e se dedica à realização da volta ao mundo e da construção de uma pequena fábrica de muletas.

— Quero devolver um pouco do que a vida me deu. Eu sou um privilegiado. É triste ver uma pessoa humilde, aqui no meu estado, se arrastar com muleta de madeira, que machuca. Uma custa, em média, 120 reais. Estou em contato com a Secretaria de Administração Penitenciária para instalar maquinários pequenos e produzir a preço de custo, 30 reais. Quero 50 metros quadrados no Complexo de Pedrinhas. Barateia a mão de obra e é bom para os detentos também trabalharem — explicou o engenheiro, em referência ao presídio marcado, no ano passado, por chacinas entre facções rivais.

Silva considera que leva uma vida independente. Ainda sente dor na perna, principalmente quando mantém o membro parado em uma mesma posição ou caminha por longas distâncias. As viagens de avião e as caminhadas longas nas cidades o preocupam, mas nem isso o faz se privar de viver aventuras nas viagens: anda de moto, quer saltar de asa delta e de paraquedas. Só não encara o bungee jump, que pode causar problemas na perna.

— Em setembro do ano passado, saí de São Luis e fui até Ushuaia, onde fica o chamado ‘fim do mundo’. De São Paulo, parti para o Alasca, onde pisei no topo do mundo. Tudo isso em um mês. Para uma pessoa de muletas, né, pouca gente fez isso — celebra o engenheiro.

Ele conta que nunca sofreu preconceito nas viagens. Com a muleta a tiracolo, repara como os países pobres da África não estão preparados em termos de acessibilidade. Mas o que o espanta é ver que países com menos recursos do que o Brasil na América Latina, como a Bolívia, são mais acolhedores aos deficientes do que o Maranhão.

— Conheci um homem na Filândia que era cego, estava com a camisa do Corinthians. Ele viaja por vários países da Europa com o cão guia dele. Na Argentina, uma senhoria que tem Alzheimer e adorava viajar estava com as duas sobrinhas. Antes de perder a memória por completo, quis proporcionar essa viagem. Isso que eu quero mostrar. Você tem que conviver com o seu problema, mas tem gente que tem problema maior que o seu e sai de casa — ressaltou Silva, que projeta as próximas partidas para as ilhas remotas da Oceania.

Fonte: Extra – Publicado em 28/07/2017

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Em terra de robôs, quem tem alta escolaridade pode virar rei

O uso de robôs e softwares que substituem o trabalho humano acelerou. Agora os economistas questionam o que fazer para gerar empregos para todos

São Paulo – Esben Ostergaard é um engenheiro dinamarquês especializado em robótica. Em 2003, quando fazia doutorado na Universidade do Sul da Dinamarca, ele e os colegas Kasper Stoy e Kristian Kassow começaram a analisar como funcionava o mercado de robôs industriais. Um ponto lhes chamou a atenção. Até aquele momento as máquinas utilizadas na indústria eram grandes e extremamente caras. Elas serviam bem à indústria pesada, às linhas de montagem de carros e grandes eletrodomésticos, mas não às fábricas de produtos menores — como alimentos ou pequenas peças.

Os três engenheiros começaram, então, a desenvolver um braço robótico que fosse pequeno o suficiente para ser usado nesse tipo de produção e fundaram uma empresa chamada Universal Robots na pequena cidade de Odense, a 170 quilômetros da capital Copenhague. O primeiro modelo, chamado de UR5, foi lançado em 2009. É um braço robótico de 18 quilos e seis articulações que se movimentam em várias direções. Ele custa aproximadamente 22 000 euros — uma pechincha perto das grandes máquinas da indústria — e pode substituir tarefas realizadas por trabalhadores humanos nas linhas de produção.

Por causa de seu tamanho e por ser usado ao lado das pessoas nas fábricas, esse tipo de máquina ganhou o nome de “robô colaborativo”. Hoje, ele é o segmento que mais cresce no setor de robótica industrial. Uma estimativa recente do banco britânico Barclays prevê que as vendas de robôs colaborativos deverão passar de 32 000 unidades, neste ano, para 150 000, em 2020, movimentando 3,1 bilhões de dólares.

A empresa dos três engenheiros dinamarqueses já vendeu mais de 10 000 unidades para mais de 50 países, incluindo o Brasil. Em 2017, ela espera faturar cerca de 155 milhões de dólares, quase três vezes mais do que dois anos atrás, quando foi comprada pela americana Teradyne, fabricante de equipamentos eletrônicos para a indústria, por 315 milhões de dólares.

O crescimento dos robôs colaborativos é a parte mais visível de uma transição que vem ocorrendo no mercado de trabalho no mundo todo. A mecanização das linhas de montagem e a automação de tarefas antes feitas por humanos vêm se acelerando nas empresas. A cada ano, mais 240 000 robôs industriais são vendidos no mundo e esse número tem crescido a uma taxa média de 16% ao ano desde 2010, puxado principalmente pela China. Atividades rotineiras nas fábricas, como instalar uma peça, hoje podem ser feitas usando máquinas como os braços robóticos de baixo custo.

Com o advento de novas tecnologias, como a inteligência artificial, os carros autônomos e a análise de grandes volumes de dados (o chamado big data), a expectativa é que as máquinas e os computadores passem a substituir outras tarefas que hoje só podem ser realizadas por pessoas. Já existem algoritmos que fazem a seleção de candidatos a vagas de emprego no recrutamento de empresas e também carrinhos autônomos que transportam produtos dentro de uma central de distribuição. Muito mais está por vir.

Diante desse cenário, muitos especialistas vêm se perguntando se o rápido avanço da tecnologia chegará a tal ponto que tornará boa parte do trabalho obsoleta. Para os economistas, o que determina se uma profissão tende a ser substituída por um robô ou um software não é se o trabalho é manual, mas se as tarefas executadas pelas pessoas são repetitivas. Um famoso estudo publicado em 2013 por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, analisou 702 profissões nos Estados Unidos e o risco de elas serem trocadas por computadores e algoritmos nos próximos dez ou 20 anos.

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REVISTA EXAME
O copo meio cheio da automação
query_builder26 jul 2017 – 22h07

O resultado é alarmante. Quase metade dos empregos nos Estados Unidos está ameaçada, segundo os pesquisadores. “Hoje é sabido que o efeito da automação que vimos ocorrer no setor industrial nas últimas décadas também deverá se estender cada vez mais para o setor de serviços nos próximos anos”, diz Carl Benedikt Frey, pesquisador da Universidade de Oxford e um dos autores do estudo juntamente com o colega Michael Osbourne. Tecnologia: Conheça com a TOTVS 8 conceitos para colocar em prática a Indústria 4.0 Patrocinado

Com base na mesma metodologia, outros pesquisadores analisaram o impacto nos demais países. Os números são bem parecidos com os dos Estados Unidos, mas os trabalhadores de países em desenvolvimento correm um risco maior justamente porque há mais pessoas fazendo trabalhos de rotina. No Brasil, por exemplo, 49% dos empregos atuais estão ameaçados, segundo a consultoria McKinsey. A conclusão é que, quanto mais rotineira for uma profissão, maior a probabilidade de ela desaparecer.

Atendentes de telemarketing, costureiros, corretores, caixas de banco e empacotadores têm mais de 98% de risco de ter esse desfecho. Na outra ponta estão as profissões que lidam com pessoas, como terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, médicos, psicólogos, dentistas e professores. Em geral, são aquelas que exigem habilidades socioemocionais ou maior nível de escolaridade. “Saber trabalhar em grupo, comunicar-se bem, escutar os outros, ser gentil, ter criatividade, ser capaz de solucionar problemas e ter pensamento crítico serão habilidades ainda mais valorizadas no futuro”, diz Indhira Santos, economista sênior do Banco Mundial, especializada em relações de trabalho e desenvolvimento pessoal.

Existem economistas, no entanto, que questionam os números das pesquisas e quanto eles refletem a realidade do emprego. A principal crítica é que a automação tende a acabar com uma ou outra tarefa realizada no trabalho, mas isso não significa que as profissões, em si, ficarão obsoletas. Um software capaz de preencher relatórios financeiros sozinho, por exemplo, poderá liberar os trabalhadores para realizar tarefas mais importantes.

Nos Estados Unidos, os funcionários de bancos e outras instituições financeiras passam 50% do tempo de trabalho apenas coletando e processando dados e números. A redução de parte desse trabalho já seria um alívio. Um estudo de pesquisadores da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico publicado no ano passado fez um cálculo diferente sobre o impacto da automação. Ele levou em conta a quantidade de atividades de rotina executadas em cada profissão. Aquelas profissões que têm pelo menos 70% de tarefas repetitivas foram consideradas as de maior risco.

Olhando por esse ângulo, a proporção de trabalhadores ameaçados pela automação e pela digitalização cai bastante — fica entre 6% e 12%, dependendo do país. Nos Estados Unidos, o número é de 9%. Independentemente dos resultados, o que ninguém duvida é que vivemos um momento historicamente especial, com impactos muito além da economia.

A mudança já é clara nos países ricos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a renda das pessoas empregadas em profissões com tarefas mais rotineiras representa uma fatia cada vez menor da economia. Enquanto isso, os empregos não rotineiros continuam crescendo. O mesmo acontece na Europa e no Japão, e tende a se repetir nos países emergentes com o tempo. A tecnologia é a principal responsável pela transição. Existe ainda um segundo fenômeno ocorrendo nos países ricos.

A tecnologia está tornando mais escassos justamente os empregos das pessoas situadas no meio da pirâmide e que têm escolaridade média (operadores de máquina, por exemplo). Quem fica desempregado tem duas opções. Ou tenta se reciclar para competir pelos empregos mais valorizados, ou acaba concorrendo com os trabalhadores de menor qualificação por empregos com salários mais baixos, em funções manuais mais difíceis de ser automatizadas (como os de faxineiros e pedreiros).

Esse processo é conhecido como a “polarização dos empregos”, porque o número de vagas tende a crescer nos dois lados extremos do mercado de trabalho, enquanto as vagas com salários médios caem. O fenômeno preocupa porque cria um problema social e também reduz a capacidade de consumo da população e de a economia crescer num ritmo sustentável. “No passado, os empregos com salários intermediários eram a porta de entrada da classe média para as pessoas que vinham de faixas de renda menores. Agora esses empregos relativamente bem remunerados estão desaparecendo”, diz John Hurley, pesquisador do Eurofound, agência da União Europeia responsável pelas pesquisas sobre relações de trabalho e condições sociais.

Países emergentes, como o Brasil, não estão imunes. Uma vez que os robôs ficam mais baratos, as empresas estrangeiras tendem a pensar duas vezes antes de levar parte da produção para fora. Pode sair mais em conta — e ser mais eficiente — instalar uma fábrica toda automatizada nos Estados Unidos do que abrir uma unidade no México ou no Brasil. Dessa forma, os trabalhadores daqui passam a competir com os robôs de lá, o que também dificulta o crescimento da classe média no Brasil.

Parem as máquinas

Diante desses desafios, algumas alternativas começaram a ser levantadas. Uma delas é introduzir um programa de renda mínima nacional para que todo cidadão receba um valor mensal que garanta uma subsistência mínima. Seria uma forma de amenizar o impacto social causado pelo desemprego da automação. Só que isso geraria uma expansão dos gastos públicos. Parte desse custo extra poderia ser coberta por um aumento de impostos sobre os robôs e sobre as empresas que substituíssem trabalhadores por softwares.

Benoît Hamon, candidato socialista derrotado nas últimas eleições francesas, defendeu exatamente essas duas medidas durante a campanha presidencial no primeiro semestre. Para os economistas, essa seria a saída mais desastrosa possível. Taxar os meios de produção — ou seja, as máquinas que tornam a economia mais produtiva e fazem o país enriquecer — só aumentaria o custo do trabalho e seria um estímulo para manter o país preso ao passado. “É como se, durante a Revolução Industrial, a Inglaterra decidisse taxar as máquinas com o objetivo de manter os empregos dos trabalhadores nas minas de carvão”, compara Carl Frey, da Universidade de Oxford.

Seria mais inteligente e adequado investir em outra solução: melhorar a escolaridade da população e criar programas para ajudar os trabalhadores prejudicados pela automação a se reciclar e a se recolocar numa vaga bem remunerada. “No início do século 20, 40% da força de trabalho dos Estados Unidos estava na agricultura. Setenta anos depois, eram 2%. Isso não ocorreu por acidente. Foram feitos investimentos reais para educar as pessoas, que, do contrário, não teriam opção senão trabalhar nas fazendas”, diz Michael Chui, sócio da consultoria McKinsey, que lidera as pesquisas sobre o impacto das novas tecnologias.

A questão é: como transformar em engenheiros de software os trabalhadores de chão de fábrica que hoje montam eletrodomésticos? Uma opção seria começar de baixo, oferecendo educação de ponta aos jovens que estão entrando na escola agora. Mas, ainda que fosse possível fazer com que todos os países alcançassem o mesmo nível de escolaridade do Canadá, onde 55% da população tem ensino superior — meta para lá de ambiciosa, para dizer o mínimo —, a sociedade seria capaz de criar empregos para todos numa era em que mais tarefas são automatizadas? É uma pergunta difícil de ser respondida.

Hoje, mesmo nos países com escolaridade alta, a indústria de tecnologia da informação é responsável por apenas 2% a 5% dos empregos. Nos Estados Unidos, as empresas criadas depois dos anos 2000 no setor de tecnologia representam apenas 0,5% das vagas disponíveis. Enquanto a varejista americana Walmart emprega mais de 2,5 milhões de pessoas, a loja online Amazon tem 230 000 funcionários.

Olhando para o passado, talvez não seja necessário fazer uma mudança radical. A história mostra que as novas tecnologias também são capazes de criar profissões que antes eram inimagináveis. Quem pensaria há 20 anos em seguir carreiras como as de desenvolvedor de aplicativo, técnico de redes de fibra óptica, especialista em impressão 3D ou piloto de drones — para ficar só em alguns exemplos? O surgimento dessas novas profissões tende a estimular a demanda para outros serviços e produtos, o que ajuda as empresas das demais indústrias.

Um estudo de pesquisadores do Centro Europeu de Pesquisa Econômica mediu o efeito da tecnologia sobre o número total de empregos na Europa de 1999 a 2010. O resultado é que, embora ela tenha feito 9,6 milhões de vagas desaparecerem, ajudou a criar outras 21,1 milhões de posições indiretamente. Boa notícia, mas nada garante que esse efeito se repetirá com as novas tecnologias de automação e inteligência artificial. É fato: os robôs vieram para ficar. Isso pode ser uma ótima notícia — se aprendermos a conviver com eles.

Fonte: Revista Exame – Publicado em 26/07/2017

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Aprovado projeto que amplia acesso a órteses, próteses e tecnologias assistivas

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, a proposta da deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) que dá mais acesso a órteses, próteses e tecnologias assistivas às crianças em idade escolar. Pelo texto, o Estatuto da Criança e do Adolescente deve dar prioridade às pessoas com deficiência nesta faixa etária.
Segundo a tucana, o Brasil tem o dever de adotar medidas para garantir que todas as crianças, inclusive aquelas que apresentem deficiências, ingressem e permaneçam nas escolas.
“Precisamos cumprir nossa Constituição que, em seu artigo 205, garante que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. Um dos princípios do ensino é a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”, disse a parlamentar nas redes sociais.
A deputada se preocupa muito com a lentidão do Sistema Único de Saúde (SUS) em fornecer cadeiras de rodas, por exemplo.

Fonte: http://www.psdb.org.br – Publicado em: 09/07/2017

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Casal apaixonado por trilhas cria cadeira de rodas adaptada para esposa continuar praticando montanhismo

Desde que se conheceram, Guilherme Simões Cordeiro e Juliana Tozzi sempre gostaram de fazer trilhas e escaladas, mas durante a gravidez, Juliana acabou desenvolvendo uma síndrome neurológica rara, que dentre os sintomas causa dificuldade de locomoção, e isso acabou impedindo-a de praticar os esportes que tanto gostava. O marido, então, fez uma promessa a ela, que apesar das dificuldades, eles iriam voltar a praticar os esportes. Desse determinismo nasceu o projeto “Montanha para Todos”, que foi apresentado no Fórum de Acessibilidade e Inclusão de Mato Grosso, que aconteceu no dia dez de junho no Centro de Eventos do Pantanal.

O casal se conheceu na faculdade, em 2005, durante uma viagem da universidade em que frequentaram. Ela estava no último semestre do curso de Ciências Sociais, e ele no primeiro semestre do curso de Química. Desde o início do namoro eles viajavam acampando, e logo depois que o irmão do Guilherme começou a praticar escalada em rocha, o casal fez um curso e começou a praticar o esporte.

Apesar de gostarem, eles se achavam meio solitários, já que quase sempre eram só os dois escalando. Até que conheceram um grupo que fazia trilhas, o que mudou a relação deles com as montanhas. “Acabamos indo fazer uma trilha com cachoeira junto do grupo. Com eles conhecemos um casal que nos falou de uma montanha chamada Pico dos Marins, que fica no município de Piquete, interior de São Paulo, e fez o convite para tentarmos ir nessa montanha. Fomos no próximo fim de semana, e foi assim que nossa paixão pelas montanhas começou”, relata Guilherme.

Nas trilhas que eles fizeram ao longo dos anos, já passaram por diversas aventuras. A mais engraçada de todas, que riem sempre que lembram, é de uma trilha na Serra dos Poncianos, que fica na divisa de Minas Gerais com São Paulo. “Achávamos que ia ser fácil, e não levamos suprimentos adequados. No segundo dia da travessia ficamos sem água. Dividimos então uma laranja para quatro pessoas matarem a sede. No final do dia encontramos um cachorro com sua vasilha de água, e não pensamos duas vezes”, contam.

Desde que se conheceram, os dois já foram a mais de 30 diferentes locais, até que Juliana foi diagnosticada com câncer de mama. Com o apoio da família e determinação, eles venceram esta batalha. No entanto, logo após o susto, o casal decidiu dar uma pausa nas trilhas e montanhas e viver uma nova aventura: a de serem pais.

Durante a gestação da Juliana, ela foi diagnosticada novamente com câncer e também com um novo problema de saúde: Degeneração Cerebelar Paraneoplásica, uma síndrome neurológica extremamente rara. Apesar ds problemas, Juliana conseguiu concluir a gestação até o 7° mês, e então o Benjamin nasceu.

O amor de Juliana e Guilherme pelas montanhas continuava, mas por conta da dificuldade de locomoção que a doença trouxe, ela não conseguia mais chegar até elas. Guilherme, então, prometeu à esposa, que carinhosamente chama de Ju, que iria dar um jeito, e foi assim que ele criou a Julietti.

“Como a Ju estava perdendo muita coisa, no início da doença fiz uma promessa a ela, que o esporte não perderíamos. Encontrei na europa um equipamento com um propósito bem parecido, porém chegaria no Brasil com valor próximo de R$30 mil. Aí fui atrás de desenvolver algo para nossa realidade. Fiz só para levar a Ju, mas quando vimos toda a mídia que estávamos gerando, decidimos abraçar isto, como uma missão e obrigação de espalhar para mais pessoas esta ideia.”

O equipamento desenvolvido foi uma cadeira adaptada para montanhismo com o nome de Julietti, em homenagem a Juliana. Ela deu tão certo que eles começaram um projeto para proporcionar oportunidade para que pessoas com dificuldade de locomoção pudessem praticar montanhismo. O nome desse projeto? Montanha para Todos.

O objetivo do projeto, segundo Guilherme, é que pessoas com qualquer tipo de deficiência saiam da rotina de médico, terapia e casa. “Eles tem que ver que a vida não acaba, temos muito para viver, só que de uma forma adaptada à realidade e limitações de cada um. Queremos que as pessoas normais olhem com mais atenção para com esse grupo enorme, que precisam do nosso apoio”. Ele diz que o lema de sua família é mostrar que tudo é possível com determinação, amigos e adaptação.

Para usar alguma das 11 Juliettis distribuídas pelo Brasil, já no primeiro ano do projeto, é só entrar no site do projeto (AQUI), mas eles tem um projeto de aplicativo para facilitar esse processo de encontrar e reservar Juliettis. “Estamos buscando parceiros para desenvolver um aplicativo para efetuar a reserva e notificar por email o voluntário daquela região que está com a tutela da cadeira. Hoje no nosso site tem apenas uma lista com os contatos do tutor de cada cadeira, e para utilizar, você que tem que entrar em contato e combinar a atividade”.

“Queremos transformar o Montanha Para Todos em uma Ong voltada para a inclusão de pessoas especiais nos esportes radicais e atividades outdoor. Queremos distribuir equipamentos adaptados para estas atividades em diversos locais pelo mundo, onde qualquer pessoa poderá utilizá-los sem custo algum. Para tornar tudo isso realidade, vamos montar uma banco de voluntários pelo mundo, dispostos a ajudar e interagir com essas pessoas”, ressalta.

Durante toda essa vida de trilhas de Guilherme e Juliana, a história que mais os marcou foi o primeiro teste da Julietti, no dia dos namorados do ano passado. “Foi um momento muito forte para nós dois. Foi ali que vimos que, mesmo com a doença, poderíamos continuar fazendo o que mais gostamos, e o sentimento da Ju, de estar vivendo aquela sensação de novo, é algo que nunca sairá das nossas cabeças”.

Após a criação da cadeira de rodas, o casal voltou a frequentar trilhas, e agora com a companhia do Benjamin, que já começa a praticar o esporte. “É muito bacana ter o Benjamin conosco, mas muito difícil e trabalhoso para conseguir conciliar os cuidados com ele e com a Ju. Só que tudo é questão de tempo, e logo mais ele estará nos ajudando bastante a proporcionar super momentos para a Juliana.” conta Guilherme.

Em janeiro de 2018, Juliana, Guilherme e o Benjamin planejam iniciar uma viagem de volta ao mundo, em lugares onde planejam conseguir patrocinadores para o projeto, e distribuir uma Julietti em cada estado brasileiro e uma em cada país que passarem na viagem, aumentando assim os lugares disponíveis em que cadeirantes poderão praticar montanhismo pelo mundo.

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LAIS SOUZA ABRE INTIMIDADE APÓS ACIDENTE: “SEXO NA CADEIRA DE RODAS É MAIS DIFÍCIL”

Ex-ginasta ainda falou sobre avanços com relação à tetraplegia, condição com a qual convive desde janeiro de 2014

A ex-ginasta olímpica Lais Souza abriu o jogo sobre os avanços que tem experimentado após o grave acidente que sofreu em 2014, que a deixou tetraplégica. À apresentadora Adriane Galisteu no programa Face a Face, Lais relembrou aquele dia 27 de janeiro, quando se preparava para competir no esqui aéreo dos Jogos Olimpícos de Inverno, em Sochi, na Rússia.

Símbolo de determinação e perseverança, Lais contou que está em um longo tratamento de recuperação e que já apresentou grandes avanços. “Com a ajuda dos fisioterapeutas e de um robô estabilizador, conhecido como Ortowalk, consegui ficar em pé sozinha pela primeira vez desde o acidente. Foi uma sensação muito boa e me deu autonomia. Um dos dias mais felizes da minha vida”, comemorou ela.

De forma transparente, Lais ainda revelou “sentir falta de sexo”, quando perguntada sobre sua vida íntima. “Já namorei após o acidente, mas não me relaciono com ninguém há três anos. O sexo na cadeira de rodas é mais difícil”, disse.

A ex-ginasta lembrou ainda que, neste ano, começou um novo desafio: fazer um curso de Psicologia, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Além da vida acadêmica, Lais realiza palestras motivacionais para empresas em que relata sua trajetória de vida e superação. “Cada palestra é diferente da outra. Tenho mais aprendido do que ensinado aos outros”, finalizou ela.

Fonte: revistaquem.globo.com – Publicado em: 17/07/2017

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Projeto de deputado quer cadeiras de rodas em estabelecimentos comerciais

O deputado estadual Doutor Hélio (PR) apresentou projeto que pretende obrigar estabelecimentos públicos e privados a disponibilizarem cadeiras de rodas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A proposta tramita na Assembleia Legislativa.

“Uma ação muito simples, que é a disponibilização de cadeiras de rodas, dá cidadania, dá garantia”, defendeu o deputado, em entrevista ao Acorda Piauí, da Rádio Cidade Verde, nesta terça-feira (20). Ele citou exemplos de pessoas que não conseguem fazer compras em uma loja ou até visitar um ente querido no velório ou cemitério por falta de uma cadeira de rodas no local.

O parlamentar acrescentou que estabelecimentos comerciais farão um investimento pequeno e já deveriam dispor do item. E acredita que as empresas que abraçarem a ideia “terão um olhar mais generoso por parte da população”.

“Esses direitos efetivamente não são possibilitados para essa população tendo em vista que não há instrumentos que possam permitir você ter mais acessibilidade”, acrescentou o deputado.

A proposta de lei prevê punição para a empresa que descumprir a medida, se a mesma vier a ser aprovada. O estabelecimento corre o risco de ter a inscrição estadual cassada. Apesar disso, Dr. Hélio acredita que a população deve ser a principal cobradora dos seus direitos.

Fonte: cidadeverde.com Publicado em:20/06/2017

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Lugar de criança é na cadeirinha

Dispositivos de retenção infantil têm eficácia mais do que comprovada; saiba quais são os sistemas de fixação existentes e a maneira correta de acoplá-los ao veículo

Não é de hoje que os dispositivos de retenção infantil são obrigatórios no Brasil: a Resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabeleceu as atuais diretrizes para o uso desses equipamentos, data de 2008, enquanto os órgãos de fiscalização começaram a autuar os motoristas infratores em 2010. Porém, existem diferentes sistemas de fixação para esses itens, que demandam conhecimento dos pais e de motoristas que transportam crianças.

Existem dois sistemas padrão para fixação desses equipamentos: o mais comum é o do tipo universal, no qual a cadeirinha é presa ao cinto de segurança do veículo, e a criança, por sua vez, fica afivelada pelo cinto da própria cadeirinha. O Centro de Experimentação e Segurança Viária do Brasil (Cesvi-Brasil/Mapfre) esclarece que os dispositivos de retenção só podem ser associados a cintos de segurança de três pontos; cintos do tipo subabdominal, que equipam principalmente os carros mais antigos, são incompatíveis com tais itens. Nesses casos, a legislação brasileira prevê que as crianças sejam atadas pelo próprio cinto, o que, contudo, reduz a proteção em caso de acidente.

O Cesvi-Brasil/Mapfre recomenda verificar, após a instalação, se o cinto de segurança está tensionado corretamente junto à cadeirinha. Caso existam folgas, é preciso verificar se não há obstrução da passagem do cinto pelo dispositivo. Para constatar se a fixação foi feita da maneira correta, basta fazer uma tentativa de remoção, puxando o dispositivo para a frente, e, logo em seguida, conferir a tensão.

Isofix. No entanto, usar o cinto de segurança não é o único modo seguro para se fixar a cadeirinha: alguns carros dispõem do sistema de ancoragem Isofix, que consiste em ganchos presos diretamente à estrutura do veículo, nos quais é encaixado o dispositivo de retenção infantil. Segundo Alessandro Rubio, coordenador técnico do Cesvi-Brasil/Mapfre, esse sistema traz vantagens: “As cadeirinhas, quando fixadas à carroceria, se tornam mais estáveis, pois ficam encaixadas em um gancho fixo e imóvel”, avalia.

Além de proporcionar maior proteção em caso de acidente, a fixação Isofix facilita a instalação das cadeirinhas, pois não necessita de fixação pelo cinto de segurança e reduz a possibilidade de erros durante o processo. Além disso, a instalação e a remoção podem ser feitas em menos tempo.
Vale ressaltar que os sistemas Isofix não são todos iguais: alguns contam com o Top Tether, um ponto de ancoragem adicional na parte de cima do banco, que aumenta ainda mais a proteção: “O gancho superior de ancoragem tem a função de limitar o movimento da parte superior da cadeirinha, contribuindo para a estabilidade do dispositivo e melhorando a performance na proteção às crianças”, diz Rubio.

Inicialmente restrito aos carros importados e mais luxuosos, o sistema de ancoragem Isofix já está presente em vários modelos nacionais, inclusive em alguns populares, embora ainda não seja um equipamento padrão, pois não é exigido por lei. Quem se interessar em ter um veículo com esse item deve conferir se ele está presente na lista de equipamentos, porque não é possível instalá-lo fora da fábrica: “Os ganchos Isofix são soldados à estrutura do veículo e precisam de reforços, na carroceria, que suportem a força exigida em caso de acidentes”, esclarece Rubio.

LEGISLAÇÃO

Exigências: A Resolução 277 do Contran determina que crianças menores de 10 anos devem ser transportadas sempre em equipamentos de retenção, instalados no banco traseiro. Se a quantidade de crianças na faixa etária em questão exceder a capacidade do banco traseiro, é permitido o transporte da criança de maior estatura no banco dianteiro. Veículos que possuem somente banco dianteiro também são autorizados a transportar crianças ali. Nesses dois casos, é preciso usar a cadeirinha.

DISPOSITIVOS INFANTIS DEMANDAM ATENÇÃO NA HORA DA COMPRA

Comprar um dispositivo de retenção infantil pode não ser tão simples quanto parece. Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), recomenda atenção aos detalhes: “É preciso olhar se a cadeirinha tem selo do Inmetro. Nem sempre os modelos mais caros são os melhores”. Quem compra cadeirinhas no exterior, que não são submetidas ao crivo desse órgão, deve observar outros pontos: “É preciso verificar se a cadeirinha se adapta ao carro e se o fabricante oferece assistência técnica no Brasil”, explica Maria Inês.

A coordenadora da Proteste destaca que não adianta comprar um bom equipamento e utilizá-lo de modo esporádico: “A lei é bem clara: o transporte de crianças tem que ser na cadeirinha. É importante usá-la sempre, inclusive em trajetos curtos, pois acidentes não têm hora para acontecer”, adverte.

Alessandro Rubio, coordenador técnico do Cesvi-Brasil/Mapfre, lembra que existem modelos específicos para as diferentes idades da criança: “É importante que o consumidor veja o tamanho da cadeirinha”, salienta. Recém-nascidos e crianças de até 1 ano de idade têm de ser transportados em dispositivos do tipo bebê-conforto. O equipamento deve ser instalado no sentido contrário ao movimento do carro, ou seja, voltado para trás. Enquanto o pequeno passageiro tiver entre 1 e 4 anos, deve utilizar as cadeirinhas, já voltadas para a frente. Dos 4 aos 10 anos de idade, já é possível utilizar o booster, um assento de elevação. A partir dos 10 anos ou 1,45 m de altura, basta afivelar o cinto de segurança do veículo.

Vale destacar que alguns dispositivos são reversíveis: podem atuar tanto como bebê-conforto quanto como cadeirinha, por exemplo.

Fonte: Jornal o Tempo – Publicado em: 12/07/2017

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Tecnologia Assistiva: Educação pode ganhar ferramenta inédita de acessibilidade e comunicação.

Estudar, trabalhar, jogar, interagir… os equipamentos eletrônicos de comunicação já fazem parte do nosso dia-a-dia como se fossem uma extensão do nosso próprio corpo. Mas, para algumas pessoas com mobilidade reduzida, deficiência motora ou paralisia cerebral, esses recursos comuns do cotidiano pareciam uma realidade inalcançável. Foi aí que Gleisinho entrou na história! Devido a complicações no parto, Gleison Fernandes de Faria (Itaúna/MG), nasceu com paralisia cerebral; o que comprometeu a coordenação motora fina, a fala e o equilíbrio do corpo.

Gleisinho estudou na APAE, concluiu o ensino médio em uma escola regular e dando vazão a uma paixão de infância, decidiu cursar Ciência da Computação na Universidade de Itaúna, onde se graduou. Como a necessidade é a mãe da invenção, o jovem que usava um capacete adaptado com ponteira para usar o computador, decidiu, ao final de sua graduação, desenvolver uma ferramenta mais apropriada para pessoas com limitações funcionais semelhantes às suas. Surgiu, então, o conceito do Teclado Combinatório, objeto de defesa de sua tese de conclusão de curso.

Com o auxílio de uma empresa de tecnologia assistiva, o invento ganhou forma e se transformou no TiX – um teclado mouse inteligente, voltado para a comunicação e acessibilidade de pessoas com deficiência. Essa tecnologia de promoção a autonomia foi uma das ferramentas apresentadas na tarde desta terça-feira (04), para a secretária de Educação de Camaçari, Neurilene Martins e o vereador Gilvan Souza (PR).
De acordo com o diretor comercial da Geraes tecnologia assistiva, José Rubinger Filho, o equipamento multifuncional pode ser utilizado para uso doméstico, no sistema de educação e em empresas, visando a promoção de inclusão, autonomia e qualidade de vida de pessoas com deficiência. Além do TiX, Rubinger apresentou outros equipamentos de acessibilidade e comunicação, dispositivos adaptáveis às especificidades de cada indivíduo.

A expectativa da secretária é através de parcerias e projetos de educação inclusiva, proporcionar para estudantes da rede, a possibilidade de aprendizado. “A inclusão do cidadão com necessidades especiais é uma das prioridades da Seduc. A tecnologia assistiva, a exemplo do que oferece a TIX, com certeza é estratégica para ampliar as oportunidades de aprendizagem dos nossos estudantes”, defende Neurilene.

A reunião foi intermediada pelo vereador Gilvan, que destacou as possibilidades de uso e aprendizado proporcionados pelo dispositivo inovador e inédito no mundo. “A gente entende que acessibilidade não é só construir rampas e criar leis, as pessoas com deficiência também precisam estar inseridas socialmente e instrumentalizadas para ter autonomia. Além de simples e prático, o teclado TiX pode ser utilizado ainda para comunicação de crianças com autismo”, explica o vereador, que é pai de um adolescente com Síndrome de Down e Autismo.

Fonte: http://tix.geraestec.com.br – Publicado em:06/07/2017

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Brasileiros criam site para doar próteses sob medida para pets com deficiência

Estudantes de robótica do Sesi do Gama, no Distrito Federal, criaram um projeto para reunir quem tem animais com deficiências e possíveis construtores de próteses. O site foi elaborado como parte de um concurso internacional do qual os jovens participam. Com isso, cachorros, gatos e até calopsitas também ganham um “empurrãozinho” da ciência.

De acordo com os criadores do site, 150 donos de animais tanto de Brasília como de outros estados já participam do sistema. O tema do concurso é integração entre homens e animais.

“Essa nossa plataforma é uma ponte para conectar essas pessoas e poder fazer com que nós nos tornemos mais solidários. Até porque muitos de nós, humanos, têm meio que abandonado essa causa dos animais deficientes, têm cometido sacrifícios, submetido a processos de eutanásia”, disse o estudante Matheus Queiroz, um dos criadores do sistema.

Segundo os organizadores, após a divulgação do site em uma rede social, eles conseguiram mais de 2 milhões de visualizações e 44 mil compartilhamentos em duas semanas. Os alunos contam que a maioria dos animais cadastrados são cachorros e gatos, mas há também outros bichos.

Ela diz que como trabalham com animais de pequeno e médio porte é possível que recebam pedidos cada vez mais diferentes de necessidades específicas.

A plataforma online permite que o dono escreva uma pequena descrição com as medidas e deficiência específica do animal e o sistema disponibiliza esses dados para voluntários que se inscrevem para produção gratuita das próteses. Cadastre aqui o seu animal.

“É a realização de todo mundo que trabalha na área de educação, você conseguir inspirar esses jovens adolescentes a chegarem a coisas que talvez a gente ainda não tenha pensado. Acho isso fantástico”, afirmou o técnico da equipe de robótica do Sesi Gama, Atos Reis.

Site para cadastrar o seu animalzinho: http://www.proteseanimal.com.br/

Fonte: G1 DF

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Gênio de 11 anos cria um dispositivo para impedir que bebês esquecidos em carros sob o sol, morram

Um inteligente garoto de 11 anos de idade inventou um dispositivo que impede que bebês morram em carros muito quentes, depois que ele leu sobre um bebê que morreu em sua cidade natal.

Bishop Curry, de 11 anos, chama seu ventilador ativado por Wi-Fi de “Oasis” e garantiu uma quantia de US$ 20.000 para desenvolvê-lo, através do GoFundMe;

Seu pai, que também se chama Bishop, disse: “Quando ele mostrou o projeto, fiquei muito orgulhoso por ele ter pensado nessa solução. Todos estão sempre reclamando das coisas, mas raramente oferecem soluções para elas”.

O dispositivo tem sensores que detectam se há um bebê no assento do carro e se a temperatura do veículo está alta. Ele envia um alerta para os pais via Wi-Fi e aciona um ventilador para diminuir a temperatura da criança.

Bishop Curry disse: “Nós moramos no Texas, onde mortes desse tipo são muito comuns”. Bispo já tem uma patente provisória e um modelo em 3D de sua invenção.

“Com base na orientação da nossa equipe jurídica, 20 mil é o mínimo necessário para ajudar Bishop a completar sua jornada para salvar vidas”.

Fonte: Yahoo – Publicado em:03/07/2017

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